Padre comenta origem da Festa de Corpus Christi

junho 15, 2017 às 11:00 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

Solenidade de Corpus Christi teve início na Bélgica./ Foto: Canção Nova

Nesta quinta-feira, 15, a Igreja celebra a Festa de Corpus Christi, em que solenemente se comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

A festa é conhecida como o único dia do ano em que o Santíssimo sai às ruas em procissão, sobre os tapetes confeccionados pelos fiéis.

Padre Julio César Monteiro explica que a origem da festa se deu no século XIII: “A Solenidade de Corpus Christi teve início na Bélgica, por volta do ano de 1964, e começa em função da devoção à Santíssima Eucaristia. Foi criada, neste lugar, uma festa em que se comemorava a Presença Real do Corpo de Cristo na Eucaristia.”

O pedido por uma festa litúrgica anual partiu do próprio Jesus à uma freira chamada Juliana de Mont Cornillon, através de uma experiência mística.

Milagres Eucarísticos

A origem da festa também foi motivada por um Milagre Eucarístico, ocorrido em Bolsena, na Itália.

Um padre, chamado Pedro de Praga, da Boêmia, estava celebrando uma Missa na Cripta de Santa Cristina, quando começaram a cair gotas de sangue da hóstia consagrada sobre o corporal.

Na ocasião, Papa Urbano IV, que residia em Orvieto, ordenou ao Bispo Giácomo que trouxesse as relíquias. Isso foi feito em procissão. Ao encontrar a procissão na entrada de Orvieto, O Papa pronunciou, diante da relíquia eucarística, as palavras: “Corpus Christi” ( O Corpo de Cristo).

No dia 11 de agosto de 1264, o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, que oficializava a Festa em Honra ao Corpo de Cristo como uma solenidade a ser celebrada anualmente na quinta-feira após a oitava de Pentecostes.

No século XIV o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, dando à Festa um caráter mundial.

São muitos os Milagres Eucarísticos na História da Igreja: Lanciano, Ferrara, Offida, Sena, Turim, entre outros. Padre Júlio ressalta como a Igreja vê esses acontecimentos:

“Os milagres eucarísticos evidenciam a Presença Real de Jesus no meio dos homens, e são vistos pela Igreja como um sinal, pois é o próprio Deus que se manifesta de forma visível ao povo, um milagre que nos deixa claro que o Senhor está presente na Eucaristia. Em que a hóstia consagrada se torna a carne, e o vinho consagrado se torna o sangue.”

Tradição dos Tapetes

Em todas as paróquias e dioceses do mundo, têm-se a tradição da confecção dos tapetes, na véspera ou no dia mesmo da Festa, para que o Santíssimo Sacramento, fonte e centro de toda a vida cristã, possa passar em procissão.

Padre Julio Cesar lembra que os fiéis devem participar ativamente, reforçando que não é um feriado, mas uma festa que deve ser vivida com devoção.

“É uma grande festa. E essa festa que anualmente vivenciamos nos lembra que o Cristo deve ser adorado. É Cristo que caminha no meio de nós. A festa de Corpus Christi nos recorda que no nosso dia-a-dia, essa procissão precisa acontecer: nós carregamos o Cristo em nós. É um dia para se participar, não apenas ir no momento da procissão, mas participar (quem puder) da confecção dos tapetes, principalmente no próprio coração.”

Denise Claro – Canção Nova

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Programação da Semana Santa em Florânia-RN

março 15, 2016 às 8:16 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário
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Programa_SemanaSanta2016Dia 19 – Sábado (Dia de São José, esposo de Maria)

17h – Missa de Ramos na capela de São José na Vila Jucuri.

 

Dia 20 – Domingo

7h30 – Bênção de Ramos em frente à Prefeitura, em seguida procissão até a Igreja Matriz onde acontecerá a Santa Missa.

10h – Missa de Ramos na capela de São João Batista – Assentamento João da Cruz. Após, confissões individuais.

16h – Missa de Ramos na capela de Nossa Senhora do Carmo – Cajueiro.

18h30 – Bênção de Ramos na Igreja do Ssmo., em seguida, procissão até a Igreja Matriz onde acontecerá a Santa Missa (dia da coleta nacional da CFE – 2016).

 

Dia 21 – Segunda

19h – Celebração Penitencial na Igreja Matriz

 

Dia 22 – Terça

19h – Via-Sacra da Juventude no Parque da Cidade.

 

Dia 23 – Quarta

18h – Procissão saindo da Igreja Matriz com a imagem de N. Sra. Das Dores, rezando a Via-Sacra e procissão saindo da Igreja do Ssmo. Com a imagem do Senhor do Bom Passo, rezando a Via-Sacra, em direção à Praça Mãe Santa onde acontecerá a encenação do encontro de Jesus com Maria, depois caminha até a Matriz para distribuição da Sagrada Comunhão.

Obs.: Pedimos para que todos possam conduzir velas ou lamparinas nas procissões.

 

Dia 24 – Quinta

8h – Missa dos Santos Óleos na catedral de Santana em Caicó.

16h – Celebração da Ceia do Senhor na capela de São João Batista no Assentamento João da Cruz.

19h – Celebração da Ceia do Senhor na Igreja Matriz. Após o translado do Ssmo. Sacramento haverá Vigílias de Adoração até meia-noite.

 

Escala para a Vigília

21h às 22h – Apostolado da Oração, Ministros da Comunhão Eucarística Pastoral da Criança, Pastoral da Comunicação;

22h às 23h – Grupo de Oração Shalom da RCC, Grupo de Acólitos e Coroinhas;

23h à 0h – Grupos do Terço dos Homens.

 

Dia 25 – Sexta

0h – Procissão do Fogaréu saindo da Igreja Matriz em direção à Praça Mãe Santa e depois à Igreja do Ssmo., relembrando a busca e prisão de Jesus. Logo após, segue de volta à Matriz, onde ouviremos a palavra do Pe. Gleiber.

4h – Caminhada Penitencial saindo da Igreja do Ssmo. Em direção ao Santuário das Graças onde rezaremos a Via-Sacra.

9h – Retorno das Vigílias de Adoração.

 

Escala para a Vigília

9h às 10h – Setor Santa Luzia, Infância e Adolescência Missionária, Terço das Crianças e Pastoral da Criança.

10h às 11h – Setor Santa Terezinha, Missionárias de Sta. Terezinha, Terço das Mulheres do Ssmo.

11h às 12h – Setor São Sebastião, Setor N. Sra. De Fátima, Terço das Mulheres da Matriz, Pastoral da Pessoa Idosa.

12h às 13h – Setor São Francisco, Setor Santíssima Trindade, Pastoral do Dízimo.

13h às 14h – Setor São Lázaro, Pastoral Catequética.

14h às 15h – Setor N. Sra. Das Graças, Setor São Miguel Arcanjo, Leigos Josefinos, Famílias de São José e comunidade em geral.

 

15h – Celebração da Paixão do Senhor e Adoração à Santa Cruz na Igreja Matriz. Logo após, procissão com a imagem do Senhor Morto.

15h – Celebração da Paixão do Senhor e Adoração à Santa Cruz no Cajueiro e no Assentamento João da Cruz, presidida por missionários da Paróquia.

 

Dia 26 – Sábado

18h30 – Celebração da Vigília Pascal na capela de São João Batista no Assentamento João da Cruz, presidida por missionários da Paróquia.

21h – Celebração da Vigília Pascal iniciando com a Celebração da Luz no patamar por trás da Igreja Matriz e procissão com o Círio Pascal até o interior da Igreja Matriz para a Proclamação da Páscoa. Logo após a Missa, procissão com a imagem do Senhor Ressuscitado pelo centro da cidade.

Obs.: Lembramos as pessoas que levem água, velas e objetos de devoção para serem abençoados e vistam-se de cores claras que lembrem ressurreição.

 

Dia 27 – Domingo de Páscoa – Domingo do Dízimo

8h – Batizados e Missa de Páscoa na Igreja Matriz.

10h – Missa de Páscoa na capela de São João Batista no Assentamento João da Cruz.

16h – Missa de Páscoa na capela de N. Sra. Do Carmo no Cajueiro.

19h – Missa de Páscoa na Igreja Matriz.

Número de cristãos assassinados na Nigéria ultrapassa os 9 mil

fevereiro 25, 2016 às 8:11 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

A quantidade de cristãos assassinados na Nigéria devido à perseguição religiosa varia entre 9 mil e 11.500 . A partir do ano 2000, ao menos 1,3 milhões de cristãos foram obrigados a deslocarem-se dentro do país ou migrar; 13 mil igrejas foram destruídas ou obrigadas a fechar as portas; milhares de atividades econômicas, propriedades e casas de cristãos destruídas. O balanço foi registrado no relatório “Crushed but not Defeated” (Esmagado mas não Derrotado), divulgado pela organização Open Doors/Portas Aberta e  referido pela Agência Fides.

Segundo o relatório, em algumas áreas da Nigéria do Norte, a presença cristã foi literalmente apagada ou consistentemente diminuída, enquanto em outras áreas o número de fiéis cresceu devido ao fluxo de cristãos em fuga das violências e por um certo número de muçulmanos convertidos ao cristianismo.

“Para piorar, a coesão social entre muçulmanos e cristãos foi colocada em perigo. A confiança recíproca desapareceu substancialmente; cristãos e muçulmanos tornaram-se grupos sempre mais separados e distintos, reagrupados em periferias, bairros ou áreas rurais específicas”, adverte o relatório.

O documento mostra que além da etnia, o conflito político e a luta pela exploração dos recursos são conhecidas fontes de violência na Nigéria do Norte. Isto é, as causas das violências contra os cristãos são múltiplas e podem adquirir nuances religiosas, econômicas e sociais ao mesmo tempo.

De acordo com o relatório, os elementos da violência contra os cristãos na Nigéria do Norte estão ligados por um denominador comum de fundo religioso: “defender os interesses dos muçulmanos do Norte, a identidade deles e a posição do Islã”. “Não somente o Islã radical – o Boko Haram é o exemplo mais conhecido – mas também os criadores muçulmanos Hausa-Fulani e a elite muçulmana política e religiosa do Norte são atores principais da violência que visa as minorias cristãs”, sublinha o documento.

Não obstante isto, existe ainda uma ampla presença cristã na Nigéria do Norte, com potencial de unidade e resistência. Mas a Igreja desta região – afirma o relatório – deverá procurar não fechar-se em si mesma, separando-se da sociedade. Deveria fazer o oposto, estimulada pelo seu impulso cristão em estar envolvida na sociedade e trabalhar pela justiça, a paz e a reconciliação, compartilhando os próprios recursos pelo bem de todos. Para fazer tudo isto – conclui o relatório – será necessária a ajuda da comunidade internacional para que a Igreja possa trabalhar pela renovação e a transformação da comunidade cristã e da sociedade nigeriana do Norte em geral.

Oração de São João Paulo II à Sagrada Eucaristia

fevereiro 25, 2016 às 8:10 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

1. “Senhor, ficai conosco”

Essas palavras pronunciaram-nas pela primeira vez os discípulos de Emaús. Em seguida, no decurso dos séculos pronunciaram-nas, vezes infinitas, os lábios de tantos discípulos e confessores vossos, ó Cristo.

formacao_oracao-de-joao-paulo-ii-a-sagrada-eucaristia-1600x1200As mesmas palavras pronuncio eu hoje como Bispo de Roma e primeiro servo deste templo, que surgiu no lugar do martírio de São Pedro.

Pronuncio-as para convidar-vos, Cristo, na Vossa presença eucarística, a acolher a quotidiana adoração, prolongada pelo dia inteiro, neste templo, nesta basílica e nesta capela.

Ficai conosco hoje e ficai, daqui em diante, todos os dias, conforme o desejo do meu coração, que satisfaz o apelo de tantos corações de várias partes, por vezes afastadas, e sobretudo de tantos que habitam nesta Sé Apostólica.

Ficai! A fim de podermos nos encontrar convosco na prece de adoração e de ação de graças, na prece de expiação e de súplica, a que são convidados todos os visitantes desta basílica.

Ficai! Vós que estais ao mesmo tempo coberto no mistério eucarístico da fé e juntamente descoberto sob as espécies do pão e do vinho, as quais tomastes neste sacramento. Ficai! para que se reconfirme incessantemente a Vossa presença neste templo, e todos aqueles que nele entram notem que ele é a Vossa casa, “o tabernáculo de Deus entre os homens” (Apoc 21, 3) e, visitando esta basílica, encontrem nela a fonte mesma “de vida e de santidade que brota do Vosso coração eucarístico”.

2. Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição

Damos início a essa adoração perpétua, cotidiana, do Santíssimo Sacramento no princípio do Advento do Ano do Senhor de 1981, ano em que foram celebrados jubileus e aniversários importantes para a Igreja, ano de relevantes acontecimentos.

Tudo isso se realizou e se realiza entre a Vossa primeira e Vossa segunda vinda.

A Eucaristia é o testemunho sacramental da Vossa primeira vinda, com a qual foram reconfirmadas as palavras dos profetas e satisfeitas as expectativas. Deixastes-nos, ó Senhor, o Vosso Corpo e o Vosso Sangue sob as espécies do pão e do vinho, para que afirmem a sucedida redenção do mundo — a fim de que o Vosso Mistério Pascal atinja todos os homens, como sacramento de vida e salvação. A Eucaristia é, ao mesmo tempo, constante prenúncio da Vossa segunda vinda, o sinal do Advento definitivo e, ao mesmo tempo, da expectativa de toda a Igreja:

“Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”

Desejamos, cada dia e cada hora, adorar-Vos, escondido sob as espécies do pão e do vinho, para renovar a esperança da “chamada para a glória” (cf. 1 Ped 5,10), cujo início Vós constituístes, com o Vosso corpo glorificado, “à direita do Pai”.

3. Um dia, Senhor, perguntastes a Pedro: “Amas-Me?”.

Perguntaste-lo por não menos de três vezes — e por três vezes respondeu o apóstolo: “Senhor, Vós sabeis que Vos amo” (Jo 21,15-17).

A resposta de Pedro, sobre cujo sepulcro foi erguida essa basílica, exprima-se mediante essa adoração de cada dia e do dia inteiro, que hoje iniciamos.

O indigno sucessor de Pedro na Sé romana — e todos aqueles que participam na adoração da Vossa Presença Eucarística — atestem mediante cada visita sua e façam de novo ressoar aqui a verdade encerrada nas palavras do Apóstolo:

“Senhor, Vós sabeis tudo, Vós bem sabeis que Vos amo”.

Fazenda da Esperança se chamará Dom Delgado e será inaugurada dia 21 de abril

fevereiro 24, 2016 às 10:29 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

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O coordenador Regional das Fazendas da Esperança, PADRE Anderson Fontes visitou Caicó no dia 01 de fevereiro, onde na ocasião conheceu as instalações do sítio que, por muitos anos abrigou a Fundação Belo Amor, e agora funcionará as instalações da Fazenda da Esperança, sob a responsabilidade da Diocese de Caicó. O sonho do bispo Dom Antonio Carlos já tem data de ser inaugurado: dia 21 abril deste ano. De acordo com ele, a Fazenda se chamará Dom Delgado, em homenagem ao bispo que deixou como legado a luta pela educação.
“ A gente entende a Fazenda da Esperança também como um ato educacional. É um processo de reeducação, então nada melhor do que homenagear um educador como Dom Delgado com uma obra de reeducação”, explicou o bispo. Padre Anderson visitou o local acompanhado do bispo Dom Antonio Carlos, do Vigário Episcopal para as causas sociais, Pe. Ivanoff, dos Padres Bruno e Rodrigo, e jovens responsáveis pela Fazenda de Alhandra. O coordenador gostou das instalações.

Maria, imagem perfeita da beleza de Deus

fevereiro 24, 2016 às 10:26 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

Na Santíssima Virgem Maria resplandecem os imperativos mais altos de beleza física, moral e espiritual, reflexos da beleza insondável de Deus, encontrados em uma simples criatura. Desde os primórdios, a Igreja venera as imagens sagradas da Santíssima Virgem Maria como o ícone mais perfeita de Deus. Em Nossa Senhora resplandece de modo inigualável a beleza da Santíssima Trindade. Se na humanidade, homem e mulher, temos a plenitude da obra da criação, na Virgem Maria temos a plenitude da humanidade, a pessoa humana mais bela que existiu e jamais existirá outra igual1. A princípio, pode parecer certo exagero ou piedade mal fundamentada a exaltação da beleza da Santa Mãe de Deus. No entanto, esta beleza inigualável da Virgem Maria diz respeito todos nós, a toda a humanidade, a criação, mas principalmente a Deus.

Maria-imagem-perfeita-da-beleza-de-Deus3

Nossa Senhora dos Anjos

No princípio, “Deus disse: façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gn 1, 26). Este homem simboliza a humanidade, que foi criada como reflexo, imagem e semelhança, da beleza de Deus. Depois de terminada toda a criação, inclusive o homem e a mulher, “Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom” (Gn 1, 31). Este “bom” é traduzido da palavra grega καλά (kala) e também significa: bem, belo, bonito, beleza. Esta mesma palavra foi usada para dizer da beleza e das perfeições da natureza criada: “E Deus viu que isso era bom [bonito]” (Gn 1, 25). Foi usada também para expressar a beleza negativa da solidão do homem: “Não é bom [belo] que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2, 18). Em seguida, Deus criou a mulher, e o homem, ao vê-la, quase que extasiado, disse: “Eis agora aqui […] o osso de meus ossos e a carne da minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem” (Gn 2, 23). Adão ficou tão maravilhado com a beleza de Eva que expressou poeticamente esta experiência espiritual. Pois, ele viu em Eva não apenas a sua beleza exterior, mas também e principalmente a sua beleza interior, viu nela o reflexo da imagem e semelhança de Deus, que é o Belo em si mesmo.

A Santíssima Virgem Maria: a mais bela que todas as senhoras

São João Crisóstomo diz que a Virgem Eva, a ajuda adequada concedida a Adão (cf. Gn 2, 18), é imagem da Virgem Maria, o auxílio adequado de Jesus Cristo, o novo Adão (1 Cor 15, 45), da humanidade inteira e de cada um de nós em particular. Pois, se na primeira criação Eva foi tomada da “carne” de Adão (cf. Gn 2, 21-22), na nova criação, Jesus Cristo, o novo Adão, agora é tomado da carne da Virgem Maria (cf. Lc 1, 26-38), a nova Eva. Se na primeira criação, Adão ficou extasiado com a beleza da Virgem Eva, na nova criação, a Virgem Maria fica extasiada com a Beleza, da qual é imagem e semelhança, de quem agora é Mãe. Jesus Cristo, “o mais belo dos filhos dos homens” (Sl 44, 3) está ainda em seu ventre, mas Nossa Senhora já podia contemplar a sua beleza. Se no primeiro Paraíso, o homem Adão olha para a mulher Eva e, maravilhado com sua beleza, declama um poema, no segundo Paraíso, que é a própria Santíssima Virgem2, é a “Mulher” (Gn 3, 15; Jo 2, 4; Jo 19, 26; Ap 12, 1) quem expressa poeticamente o esplendor da beleza de seu interior, pleno da graça de Deus, no canto do Magnificat:

Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre (Lc 1, 46-55).

Na Santíssima Virgem, resplandece novamente aquela beleza que se perdeu outrora, no início da criação, com o pecado original (cf. Gn 3, 1-24). Entretanto, a Virgem Maria foi revestida de uma beleza ainda maior do que a da Virgem Eva, em vista de sua maternidade espiritual sobre toda a humanidade. A plenitude da graça se reflete fisicamente em Nossa Senhora, tornando-a “mais bela que todas as senhoras”3. Dessa forma, Bernadette Soubirous descreveu a beleza incomparável da Virgem de Lourdes.

As Sagradas Escrituras não dizem diretamente, mas Padres e Doutores da Igreja viram em muitas passagens bíblicas a descrição da beleza da Virgem Santíssima, como no livro do Cântico dos cânticos: “Como és bela, minha amada, como és bela!… (Ct 4, 1). […] Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?” (Ct 6, 10).

A castidade, a pobreza e a obediência de Nossa Senhora

A beleza física da Mãe de Deus, apesar de seus esplendores, não era nada comparada à sua beleza moral. Muito podíamos falar a respeito, no entanto, ressaltamos apenas as virtudes morais: castidade, pobreza e obediência, também conhecidas como conselhos evangélicos.

Em Nossa Senhora, brilhava, de modo inigualável, a beleza da virtude moral da castidade. Esta beleza moral da Virgem Maria se manifesta primeiramente na sua escolha para ser a Virgem Mãe do Filho do Altíssimo, o Salvador dos homens (cf. Mt 1, 18-25; Lc 1, 26-38). Durante toda a sua vida terrena, a Santíssima Virgem manifestou um “forte e casto amor esponsal”4, que se traduziu na sua entrega total ao mistério da salvação, como “serva do Senhor” (Lc 1, 38). Maria é modelo por excelência da virgindade, pois “sem conselho, nem exemplo de outros, foi a primeira a oferecer a sua virgindade a Deus”5. Porém, Nossa Senhora não é modelo somente para as virgens consagradas. “Certamente Deus escolheu para sua Mãe esta Virgem puríssima, para que servisse a todos de exemplo de castidade”6. A pureza virginal de Maria desperta em nós o amor à pureza. Foi o que aconteceu com São José que, por amor à pureza, “permaneceu virgem por causa de Maria”7.

Na Virgem Maria resplandece a beleza da virtude da pobreza evangélica (cf. Mt 19, 21). A virtude moral da pobreza na vida da Virgem de Nazaré, assumida com dignidade e confiança em Deus no cântico do Magnificat (cf. Lc 1, 48), se faz presente no nascimento do Menino Jesus num presépio (cf. Lc 2, 7), na oferta dos pobres no Templo, quando da apresentação de Jesus (cf. Lc 2, 24). Entretanto, a pobreza da Virgem de Nazaré não é somente material. Nossa Senhora vive também a pobreza espiritual no seu mais alto grau. A Mãe de Deus viveu radicalmente a pobreza espiritual, “pobreza de espírito que consiste em deixar-se despojar de todos os privilégios, em não poder apoiar-se em nada, nem do passado, nem do futuro, nem das revelações, nem das promessas, como se tudo isso não lhe pertencesse e nunca tivesse acontecido”8. Desse modo, a Mãe do Salvador viveu a “noite escura da memória”9, na qual se viu impossibilitada de lembrar do passado, para que pudesse lançar-se unicamente na direção de Deus. Jesus ensinou a Maria a renúncia de si mesma. Como um diretor espiritual lúcido e exigente, o Filho de Deus não faz sua Mãe perder tempo com sentimentos ou consolações, mas a conduz no caminho que Ele mesmo trilhou para fazer a vontade do Pai, o que é de Seu agrado (cf. Jo 8, 29).

A beleza da virtude moral da obediência generosa da Virgem de Nazaré brilha na aceitação humilde do desígnio divino da salvação, quando ela se faz “serva do Senhor” (Lc 1, 38). A sua humildade verdadeira se reflete no cântico de Maria, o Magnificat (cf. Lc 1, 48). Em sua humildade de serva, Nossa Senhora está sempre pronta a obedecer. “Por sua obediência, reparou Maria o dano causado pela desobediência de Eva”10. Sem a mancha do pecado original, a Santíssima Virgem nada tinha que a impedisse de obedecer Deus. Esta obediência ao Senhor se reflete na observância da Lei de Moisés na apresentação do seu Filho no Templo (cf. Lc 2, 21-24), mas também na sua ida a Belém, em obediência ao imperador César Augusto (cf. Lc 2, 1-3). A Mãe de Deus mostrou-se igualmente pronta a obedecer quando Deus revela a José que o Menino corria perigo, e que teriam que fugir para o Egito (cf. Mt 2, 13-14). No entanto, a prova cabal da obediência de Nossa Senhora às disposições de Deus é o oferecimento do seu Filho Jesus Cristo à morte na cruz, junto da qual ela permaneceu de pé (cf. Jo 19, 25).

A Virgem Maria praticou todas as virtudes com a maior perfeição possível a uma criatura, obscurecendo a até mesmo a eminente perfeição dos anjos com o esplendor de sua santidade, a ponto do Arcanjo São Gabriel saudá-la com reverência: “Ave cheia de graça” (Lc 1, 28). Se na obra da criação, Deus reuniu no gênero humano todas as perfeições e maravilhas do universo, “na regeneração do homem, reuniu em Maria todas as perfeições da Igreja e dos santos. Há nela a paciência de Jó, a castidade de José, a brandura de Davi, a sabedoria de Salomão. Nela se encontra o zelo dos Apóstolos, a pureza das virgens, a fortaleza dos mártires, a piedade dos confessores, a ciência dos doutores, o desprezo das vaidades dos anacoretas”11. Dessa Forma, por disposição divina enriquecida em virtudes, a Virgem Maria brilha como modelo supereminente, único, e realização exemplar da Igreja12.

A fé, a esperaça e a caridade da Virgem da Mãe de Deus

A Virgem Maria reúne em si e reflete a mais alta perfeição e beleza espirituais possíveis a uma simples criatura humana. Entre as muitas virtudes que embelezam espiritualmente a Mãe de Deus, brilham de modo especial as virtudes teologais: a sua fé inabalável, a sua esperança na graça divina e a sua caridade ardente.

Percebemos a beleza da virtude da fé na Virgem de Nazaré e a sua dócil aceitação da Palavra de Deus na anunciação da encarnação do Verbo (cf. Lc 1, 26-28). Por sua fé, Maria Santíssima deu seu consentimento à vontade do Pai e abriu novamente aos homens as portas do Paraíso, que foram fechadas por Deus, em consequência do pecado de Eva e Adão (cf. Gn 3, 23-24). Na Visitação à sua prima Santa Isabel (cf. Lc 1, 45), a Mãe do Salvador é exaltada por sua fé: “porque abriu o seu coração à fé em Cristo, é Maria mais bem-aventurada do que por haver trazido no seio o corpo de Jesus Cristo”13. Esta obediência de fé da Mãe do Verbo divino é recordada na bem-aventurança daqueles que ouvem e observam a Palavra (cf. Lc 11, 27-28). Vemos isto acontecer concretamente na festa de casamento em Caná, onde a fé de Maria, que antecipou o tempo de Jesus (cf. Jo 2, 4), se traduz nas suas palavras confiantes dirigidas aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser!” (Jo 2, 5).

Santo Afonso Maria de Ligório nos ensina que a virtude teologal da fé de Nossa Senhora é superior à de todos os homens e anjos, pois ela via tudo com olhar de fé:

Via o Filho na manjedoura de Belém e cria-o Criador do mundo. Via-o fugir de Herodes, sem entretanto deixar de crer que era ele o verdadeiro Rei dos reis. Pobre e necessitado de alimento o viu, mas reconheceu seu domínio sobre o universo. Viu-o reclinado no feno e confessou-o onipotente. Observou que ele não falava e venerou-lhe a infinita sabedoria. Ouviu-o chorar e o bendisse como as delícias do Paraíso. Viu finalmente como morria vilipendiado na cruz, e, embora outros vacilassem, conservou-se firme, crendo sempre que ele era Deus14.

Durante toda a sua vida terrena, Nossa Senhora permaneceu firme em sua fé inabalável na divindade de Seu Filho. A sua fé nunca vacilou, mas ela exercitou a fé por excelência. “Enquanto até os discípulos vacilavam em dúvidas, ela afugentou toda e qualquer dúvida”15, por isso, Maria é a “Virgem da luz para todos os fiéis”16.

Da virtude teologal da fé, que na Virgem Maria a Igreja tem seu modelo por excelência, nasce a virtude esperança. A Mãe de Jesus possuía a virtude da fé por excelência e também a virtude da esperança por excelência. Pois, Maria Santíssima não colocava sua confiança nos homens, nem em seus próprios merecimentos, mas colocava toda a sua esperança na graça divina. Por isso, a Mãe de Deus é capaz de nos orientar em nosso caminho espiritual para o Reino dos Céus. Nesse sentido, Virgem de Nazaré é para nós a “estrela de esperança”17, pois, pela sua obediência à vontade do Altíssimo (cf. Lc 1, 38), “abriu ao próprio Deus a porta do nosso mundo; ela que Se tornou a Arca da Aliança viva, onde Deus Se fez carne, tornou-Se um de nós e estabeleceu a sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1,14)”18. Maria tornou-se “estrela de esperança” porque deu à luz “Àquele que era a esperança de Israel e o esperado do mundo. […] A esperança dos milênios havia de se tornar realidade, entrar neste mundo e na sua história”19. Da mesma forma que Jesus Cristo (cf. Mt 28, 20), esperança do Povo de Deus, a Virgem Maria também permanece “no meio dos discípulos como a sua Mãe, como Mãe da esperança”20.

Cheia de esperança, a Virgem Mãe de Deus adiantou-se cada vez mais na virtude da caridade. Esta virtude se faz presente na solicitude da Virgem de Nazaré para com sua prima Santa Isabel, que também estava grávida (cf. Lc 1, 36). Quando, cheia de santa alegria, a Mãe de Deus atravessou apressadamente os montes da Judeia para encontrar a sua prima Isabel (cf. Lc, 1, 39), ela tornou-se “a imagem da futura Igreja, que no seu seio, leva a esperança do mundo através dos montes da história”21. Nesses meses dedicados ao serviço de Isabel, resplandece a beleza da virtude teologal da caridade. A Virgem Maria permaneceu solícita até o final da gravidez de sua Prima (cf. Lc 1, 39-56), ainda que soubesse ser a Mãe do Filho do Altíssimo (cf. Lc 1, 32).

As belezas, as grandezas e a excelência da Virgem Maria

São Luís Maria Grignion de Montfort, no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, disse que: “’Nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração do homem compreendeu…’ (1 Cor 2, 9) as belezas, as grandezas e a excelência de Maria, o mais sublime milagre da graça, da natureza e da glória”22. São Dionísio Areopagita testemunhou que, quando viu a Virgem Maria, “a teria tomado por uma divindade, devido aos Seus secretos atrativos e à sua beleza incomparável, se a fé, em que estava bem confirmado, lhe não tivesse garantido o contrário”23.

Maria Santíssima praticou todas as virtudes com a maior perfeição possível a uma criatura, obscurecendo a eminente perfeição dos anjos com o esplendor de sua santidade. Na obra da criação, Deus reuniu no homem todas as perfeições, belezas e maravilhas do universo. “Na regeneração do homem, reuniu em Maria todas as perfeições da Igreja e dos santos. Há nela a paciência de Jó, a castidade de José, a brandura de Davi, a sabedoria de Salomão. Nela se encontra o zelo dos Apóstolos, a pureza das virgens, a fortaleza dos mártires, a piedade dos confessores, a ciência dos doutores, o desprezo das vaidades dos anacoretas”24. Por disposição divina enriquecida em virtudes, a Virgem Maria brilha como modelo supereminente e único, de extraordinária beleza, de realização exemplar da Igreja25.

Contemplando a beleza inigualável que promana da plenitude da graça e das virtudes da Mãe da Igreja, poderemos nos beneficiar, se soubermos nos espelhar em seus exemplos e depois traduzi-los em obras em nossas vidas. Dessa forma, semelhante progresso na graça e na virtude aparecerá em nossa vida espiritual, “como consequência e fruto já maduro […] daquela força pastoral que brota do culto tributado à Virgem Santíssima”26.

Por fim, iluminados por seus exemplos, contemplando a sua beleza inigualável e certos de sua presença materna, invoquemos com confiança a Virgem Maria, para que nada nos impeça de caminhar sempre na direção de Deus e da Sua vontade. Nossa Senhora, Estrela da Esperança, rogai por nós!

Por Natalino Ueda, escravo inútil de Jesus por Maria.

Pe. Joãozinho e Zezinho: Uma canção para inspirar a vivência das Obras de Misericórdia

fevereiro 24, 2016 às 10:22 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

Nesse semana, uma canção sobre o Ano da Misericódia, trouxe uma inspiração para que os cristão católicos atendam ao chamadao do papa Francisco para a vivência e a prática das Obras de Misericórdia.

A canção Obras de Misericórdia, composta pelos padres Joãozinho e Zezinho, SCJ, foi postada na rede social do padre Joãozinho e mesmo sendo “só um ensaio”, como colocou padre Zezinho, já alcançou muitos ouvidos e corações.

Com o refrão Reparação: Eis nossa vocação! A música incentiva as ações e promove a reflexão sobre a missão que cada pessoa tem em ser luz na vida do outro.

Assista e se inspire a viver a misericórdia e o amor de Deus.  “É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual”. (Papa Francisco, Mensagem para a Quaresma 2016).

CNBB se posiciona sobre descriminalização do uso de drogas

agosto 28, 2015 às 9:16 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é contrária à descriminalização do uso de drogas. O posicionamento é afirmado em uma nota divulgada nesta quinta-feira, 27, após a reunião do Conselho Episcopal Pastoral da entidade, realizada nesta terça e quarta-feira.

“A não punibilidade do porte de drogas, tendo como argumento a preservação da liberdade da pessoa, poderá agravar o problema da dependência química, escravidão que hoje alcança números alarmantes”, afirma a entidade.

Confira a íntegra da nota:

Nota da CNBB sobre a descriminalização do uso de drogas P- Nº. 0581/15

“Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes” (Dt 30,19).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, através do Conselho Episcopal de Pastoral, reunido nos dias 25 e 26 de agosto, declara-se contrária à descriminalização do uso de drogas. É importante a sociedade inteirar-se desta temática, pois a dependência química representa um dos grandes problemas de saúde pública e de segurança no Brasil.

O uso indevido de drogas interfere gravemente na estrutura familiar e social. Está entre as causas de inúmeras doenças, de invalidez física e mental, de afastamento da vida social. A dependência que atinge, especialmente, os adolescentes e os jovens, é fator gerador da violência social, provoca no usuário alteração de consciência e de comportamento. O consumo e o tráfico de drogas são apontados como causa da maioria dos atentados contra a vida.

A não punibilidade do porte de drogas, tendo como argumento a preservação da liberdade da pessoa, poderá agravar o problema da dependência química, escravidão que hoje alcança números alarmantes.

A liberação do consumo de drogas facilitará a circulação dos entorpecentes. Haverá mais produtos à disposição, legalizando uma cadeia de tráfico e de comércio, sem estrutura jurídica para controlá-la. O artigo 28 da Lei 11.343, ao tratar do tema, não prevê reclusão, mas a penalização com adoção de medidas de reinserção social. Constata-se que o encarceramento em massa não tem sido eficaz. É preciso desenvolver a prática da justiça restaurativa. Isso não significa menor rigor para aqueles que lucram com as drogas.

O caminho mais exigente e eficaz, a longo prazo, é a intensificação de campanhas de prevenção e combate ao uso das drogas, acompanhado de políticas públicas nos campos da educação, do emprego, da cultura, do esporte e do lazer para a juventude e a família. O Estado seja mais eficaz nas ações de combate ao tráfico de drogas.

Com a descriminalização das drogas, a crescente demanda de tratamento da parte de incontáveis dependentes aumentaria muito. A Igreja Católica, outras instituições religiosas e particulares, por meio de casas terapêuticas, demonstram o compromisso com a superação da dependência química e recuperação dos vínculos familiares e sociais ao acolher, cuidar e dar oportunidade de vida nova a milhares de adolescentes, jovens e adultos através da espiritualidade, do trabalho e da vida de comunidade.

Confiantes na graça misericordiosa de Deus e na materna proteção da Virgem de Aparecida, conclamamos o Estado e o povo brasileiro à necessária lucidez no trato deste tema tão grave para a sociedade.

Brasília, 26 de agosto de 2015.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Equipe de Cânticos da Paróquia de São Sebastião de Florânia definiu repertório musical da Festa de Nossa Senhora das Graças 2015.

agosto 4, 2015 às 9:01 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

11801992_927219550682024_2051204303_nA Equipe de Cânticos da Paróquia de São Sebastião, já tem definido os cânticos que farão parte do repertório musical para festa da co – padroeira da cidade e padroeira do santuário, Nossa Senhora das Graças.

No mês de Julho o Coordenador Davidson Medeiros e o integrante da equipe Sávio Alynson, estiveram reunidos com o Pe Jan Pároco  de São Sebastião de Florânia, apresentando as canções e reformulando alguns pontos da organização musical litúrgica.

No último dia 23 de julho na Matriz de S. Sebastião foi apresentado aos cantores todas as músicas e debatido cronograma de ensaios. Na última quinta feira 30 de julho foi à vez de se reunir com os instrumentistas que integrarão a equipe durante todo período festivo.

O diferencial para este ano será os instrumentos de sopro que formarão uma orquestra interagindo com os metais e vozes. Para o Coordenador Davidson Medeiros é de extrema importância se planejar desde já toda estrutura musical e de ensaio para a festa, o mesmo acredita que com planejamento e ensaio tudo sairá à altura que merece a festa da virgem Maria mãe do verbo de Deus.

“Todo trabalho tem sido em conjunto com a equipe em conversa com o Pe Jan, sempre buscando o melhor para todo conjunto, tenho certeza que com os talentos de cada um colocado a disposição para o bem comum do plano de Deus nada poderá nos impedir de tornar a festa mais encantadora e atraente”. Frisou Davidson.

Por Davidson Medeiros

Encerramento da Festa de São João Batista, padroeiro do Assentamento João da Cruz

junho 30, 2015 às 10:34 am | Publicado em Notícias | Deixe um comentário

20150628_162750-1-1Na tarde deste domingo, dia 28 de junho, a comunidade do Assentamento João da Cruz encerrou as festividades de São João Batista, seu padroeiro. O encerramento aconteceu com a missa na capela e logo em seguida a procissão pelas as principais ruas do povoado. A renda da festa será para a continuidade da construção da torre da capela.

 

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